Apresentação

O Comandante Greg, como ele é conhecido, nasceu em São Paulo e possui mais de 30 anos de experiência ininterruptos na aviação executiva.

Quando criança, ele tinha muitos sonhos e a cada momento mudava de opinião no que queria ser quando crescer. Médico, advogado, bombeiro, policial, professor e por ai vai. Na verdade, ele gosta muito sobre os assuntos da medicina e de direito. Aos 9 anos, fez a sua primeira viagem de avião para Orlando, FL com seu pai. Ao embarcar, pediu à comissária de bordo, naquela época a chamavam de aeromoça, para visitar o cockpit. Ela no mesmo momento aprovou a solicitação e o levou ao cockpit. Ao entrar e ser apresentado à tripulação, o comandante da aeronave perguntou se ele queria decolar sentado naquela cadeirinha ali. No mesmo momento ele aceitou, balançando a cabeça e sentando-se de imediato, colocou o cinto de segurança e ficou olhando todos aqueles instrumentos e relóginhos.

Foi o início de sua carreira. A uma certa altitude, o comandante lhe perguntou se ele queria voltar ao seu assento. Ele disse de imediato um NÃO, que todos os pilotos deram uma gargalhada no cockpit. Naquele momento ele sorriu e perguntou para que servia um tal instrumento e outro e outro e outro. Quando retornou ao seu assento, seu pai o esperava com um sorriso nos lábios e perguntou se ele tinha gostado de ter decolado no cockpit. A resposta dele foi: “Pai, já sei o que eu quero ser quando crescer, piloto de avião”. Mal ele sabia que o sonho do seu pai era ser piloto, mas por vários motivos não conseguiu seguir a carreira.

No início do ano de 87, ainda cursando o 3° colegial, iniciou os estudos no Aeroclube de São Paulo para Piloto Privado (PP). Nas férias de Julho, iniciou o curso prático de PP e no final do mesmo mês, fez o cheque e conseguiu a licença de PP. No final do ano, prestou as provas de Piloto Comercial (PC), pois tinha estudado tudo em casa. Em dezembro de 87, já tinha a licença de PP e o teórico de PC. No final do ano de 88, estava formado com as licenças de PP, PC, instrumento de voo (IFR) e multi-motor (Multi).

Mas a época não ajudava. Estávamos passando pela chamada década perdida. Nos anos 80, tínhamos uma enorme crise econômica, inflação, crescimento baixo do PIB, enfim, não tinha emprego e só restava fazer alguns voos de free lancers para algum empresário e/ou fazendeiros. Mas ele não imaginava o que estava por vir.

Na década de 90 o presidente eleito, Collor, frustou todas as esperanças de estabilização da economia.

Ele tentava de todas as maneiras ingressar em qualquer companhia aérea, mas como não tinha ninguém da família na área, não conseguia. Mas ele não desistiu e continuava estudando inglês e traduzir manuais de aeronaves.

Em 1991, fez o curso de Instrutor de voo (INVA) e começou a ministrar aulas práticas no Aeroclube de São Paulo. Em 1993, foi chamado para uma entrevista na VASP. Como era autodidata e sabia falar inglês, escrever e ler bem, a entrevista foi direcionada para voar o MD-11. Alguns colegas que estavam voando na VASP já algum tempo, diziam: “Se puder, não entre aqui não, o Canhedo não está pagando FGTS e atrasando o pagamento dos salários”.

Na mesma semana, ele recebeu um telegrama da Transbrasil. Tinha sido convidado a prestar uma prova para admissão e ingresso na companhia. Infelizmente ele não passou na prova, e como não tinha aceito o convite na VASP, continuava sendo instrutor do Aeroclube de São Paulo. Naquele momento seu pai não estava entendendo mais nada. Em 1994, decidiu que já bastava e não estava aguentando mais ser instrutor do Aeroclube de São Paulo. Começou a visitar o Aeroporto de Congonhas e entregar o seu Currículo. Mas estava difícil, a VASP quebrando, pilotos experientes no mercado, não tinha passado na Transbrasil e o só faltava tentar a TAM, VARIG (impossível) e a Rio Sul. Na VARIG o ingresso era apenas por Porto Alegre, com muito estudo (QI) e cursando a EVAER.

Exatos 1 ano e 1 mês procurando emprego em Congonhas e fazendo um ou outro freelancer sem remuneração, em troca conseguiu checar a carteira de Piloto de Linha Aérea (PLA).

Logo depois do carnaval de 1995, recebeu um telegrama da Rio Sul para entrevista inicial. Foi à entrevista e passou no teste de inglês. Próximo passo, o tão temido psicotécnico. Marcado o psicotécnico no Rio de Janeiro, se preparou para os testes e ficou hospedado no Charmoso Hotel Gloria, graças aos conhecimentos de seu pai. Depois de ter terminado os testes, no 3° dia, retornou para São Paulo e ao adentrar a sua casa, sua mãe com um sorriso nos lábios, perguntou. Como foi filho ? Ele respondeu, “fui bem mãe, a entrevista durou 3 horas, mas acho que fui bem”. Que bom meu filho, agora siga em frente nessa empresa também… e lhe entregou um telegrama. Ele abriu e o convite agora era para o ingresso na TAM. Ele pensou: tudo na mesma hora ??? Ele sempre dizia, qualquer pessoa só precisa de 3 coisas na vida: Saúde, Oportunidade e estar preparado.

Enquanto ele aguardava a resposta do psicotécnico da Rio Sul, ele fez o primeiro teste da TAM, o teste de inglês. Passou sem problemas e já marcaram para a próxima etapa, que seria exame médico. Retornando para sua casa, na Vila Olimpia, recebeu um recado pelo Bip, pois naquela época não existia telefone celular. Parou em uma esquina e ligou do orelhão para a empresa do Bip e o recado era: Greg passe aqui no hangar da Morro Vermelho em Congonhas, tenho boas notícias!! Como ele conhecia muitas pessoas na Morro Vermelho, do grupo Camargo Correa, ele se dirigiu até o hangar, imaginando que haveria alguma oportunidade em voar alguma aeronave em outro hangar. Para a surpresa dele, a oportunidade era na Morro Vermelho mesmo. Estavam precisando de co-piloto de King Air. Ele aceitou de imediato, pois o sonho dele era voar e já estava ficando preocupado, as oportunidades estavam acabando.

Na outra semana, o resultado tão temido do psicotécnico da Rio Sul saiu, ele tinha sido aprovado. Então ele tinha desistido da TAM, pois já tinha conseguido entrar na Morro Vermelho. Mas esse resultado da Rio Sul, o balançou, afinal, era uma empresa em total crescimento e talvez ele fosse direto para o Boeing 737, que estava começando a entrar na empresa. Fez o exame médico na Rio Sul e depois de alguns dias saiu o resultado, ele não tinha passado no exame médico.

Então sua história na aviação executiva começou no dia 13 (número de sorte), de abril de 1995. Começou como co-piloto de King Air, depois como co-piloto de Citation Bravo, comandante de Citation Bravo, co-piloto do Falcon 10, co-piloto do Falcon 50, comandante do Falcon 50Ex, instrutor e examinador credenciado do Falcon 50Ex e Citation Bravo, comandante Falcon 900EXEasy, Piloto Chefe e Diretor de Operações. Uma história e carreira espetacular na sua vida. Foram 19 anos trabalhando em uma única empresa. A sua paixão pela Aeronave Falcon é admirável. Como voou a aeronave Falcon por mais de 15 anos, e talvez o piloto mais voado de Falcon no Brasil, quando conversamos e pedimos explicações sobre ela, podemos observar uma mudança no seu semblante e um brilho nos olhos. Ele até brinca e diz: Existem 2 tipos de aeronave, o Falcon e as outras. Mas afirma que todas as aeronaves no mercado, Embraer, Falcon, Gulfstream, Bombardier e Cessna, são excelentes aeronaves para cada tipo de empresário.

Com o passar do tempo, ele sentia que ser só um piloto não seria o ideal no futuro. Ele dizia: “o piloto precisa ser completo”. Como ele tinha a função de Piloto Chefe, precisou estudar mais ainda e entender como funcionava o mercado corporativo. A contratação de um piloto não se resumia em apenas a parte técnica, ele precisa entender como a empresa funciona. Talvez por isso ele chegou a função de piloto chefe e diretor de operações, ele se colocava no lugar da empresa.

A experiência dele se resume a vários voos internacionais, mais de 40 travessias do Atlântico Norte, operação em aeroportos especiais, muitas horas de voo e um conhecimento administrativo excepcional. Fruto da sua vontade em querer aprender e crescer e crescer. Aprendeu que muito se consegue estudando e indo atrás. Nada cai do céu pronto. Você precisa fazer acontecer. Caráter e ética sempre estiveram ao seu lado. Como é normal da vida, algumas decepções, tristezas, arrependimentos andaram e passaram pela sua vida.

Atualmente está na função de Piloto Chefe, comandante internacional, instrutor e administra toda a operação e manutenção de uma aeronave Legacy 650 !!

Com essa expertise de mais de 30 anos na aviação executiva, consegue planejar 90% dos voos sozinho. Resumindo, menor custo para o proprietário e mais segurança e agilidade na operação.