Perfeccionismo

Este Mal Ainda Pode Acabar com Você
Por Ernesto Berg

Perfecccionista: “Aquele que se incomoda em complicar o descomplicado, e em dificultar o que é simples”.

Diz um ditado que o perfeito é inimigo do ótimo. É uma frase sem sentido para o perfeccionista, que procura sempre a perfeição em tudo. Eternamente exigente consigo mesmo e com os outros, não consegue perceber que a perfeição é desejável, mas raramente necessária. É mestre em envolver-se com detalhes, muitos dos quais, de pouca importância; é capaz de ver um grão de pó numa xícara, e não notar um elefante caminhando ao seu lado, por estar excessivamente concentrado em limpar o minúsculo pó do utensílio.

Claro que um certo grau de perfeccionismo não só é desejável como necessário, para não cair no extremo oposto do relaxamento negligente. Entretanto, é preciso bom senso e autodisciplina para não ultrapassar os limites da coerência. O perfeccionista é reconhecido por seu comportamento de busca compulsiva pela perfeição a todo instante e a qualquer custo, mesmo que isto signifique trazer problemas e dificuldades aos que estão a sua volta.

Se você:

– Acha que o seu modo de trabalhar é sempre o melhor jeito de fazer as coisas.
– Controla cada detalhe do seu departamento ou setor.
– Examina detalhadamente cada item antes de liberar o trabalho.
– Tem coisas que só você, e ninguém mais, sabe fazer em seu setor.
– É sempre muito exigente com os outros e com você mesmo.
– Faz questão de que tudo saia sempre na máxima perfeição.
– Revê sistematicamente o trabalho de seus subordinados ou colegas para ter certeza de que nada saia errado.
– Implica com coisas mínimas porque saíram de modo diferente do que você queria.
– Dedica muito tempo a corrigir falhas de pouca importância.

Se você respondeu SIM a duas ou mais das situações acima, então você é um perfeccionista convicto, receita garantida de improdutividade, demoras, atrasos, retrabalho constante e muita (muita mesmo) irritação – sua e de quem convive com você -, seja no trabalho ou em casa.

Além do mais, se você é exigente e complicado nas pequenas coisas provavelmente também tem um comportamento complicado em todas as outras. Se for assim, é candidato a ganhar a medalha de latão, pois além de perfeccionista é, provavelmente, pouco produtivo.

Dicas para livrar-se ou, pelo menos, diminuir o perfeccionismo

– Em vez da perfeição, contente-se com o ótimo, e às vezes, até mesmo o bom já é suficiente.

– Não perca tempo corrigindo falhas sem importância, ou que sejam insignificantes no contexto geral.

– Policie-se para não ficar “pegando no pé” dos outros por coisas sem importância.

– Reconheça que nem todos tem o seu padrão de exigência e perfeccionismo, e não os cobre por isso.

– Aceite trabalhos e tarefas dos outros que estejam no nível bom, dentro dos
padrões requeridos pela empresa, mesmo que não estejam dentro do seu alto padrão de exigência.

– Permita com que as pessoas executem tarefas e atividades do seu próprio jeito (não precisa ser sempre da sua maneira), desde que atinjam os mesmos resultados em termos de quantidade, qualidade, prazos etc.

– Procure ser mais flexível e tolerante com eventuais erros seus e dos outros no trabalho e, em vez de irritar-se, corrija rapidamente a falha sem fazer disso um drama.

– Aceite as diferenças de estilo e de ritmo de trabalho seus, e os das demais pessoas com quem você convive ou trabalha.

– Procure ter senso de proporção, e trabalhe com rapidez sempre em cima das prioridades estabelecidas.

– Policie-se para não se deixar levar por detalhes e pormenores irrelevantes que tomam tempo e pouco pesam no contexto geral.

Lembre-se, a busca da perfeição custa tempo, dinheiro e esforço (com muito retrabalho) que não compensam, pois o custo-benefício quase nunca justifica tanto empenho. Aprenda a contentar-se com o bom, na maioria dos casos.
Aquilo em que você focaliza sua atenção tenderá a expandir-se. Focalize nas picuinhas e pormenores e terá mais disso. Focalize sua atenção nas soluções e procedimentos eficazes e terá mais disso, isto é, seu trabalho se expandirá cada vez mais, e de forma produtiva.

Texto extraído e condensado do livro “Quem Roubou o meu Tempo? de Ernesto Artur Berg,

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